Começando pelo molho: Não tinha nenhum molho pronto na minha despensa (sim, no auge da necessidade, ja usei sim, e com bons resultados) então selecionei o seguinte:
- 1 caixinha de polpa de tomate Lupinni (nunca ouviu falar? Nem eu.)
- 1 lata de seleta de legumes Jussara
Ambos eram itens de uma cesta básica.
Bom, quem tem saco de picar alho e cebola depois da meia noite? Eu, dificilmente. Recomendo nestes momentos que você tenha algum tempero pronto na geladeira, daqueles pastosos, não secos. No caso, utilizei o Tempero Caseiro da Kenko, que era o que eu tinha. Uma colherada generosa disso na frigideira quente, e estamos começando. A idéia aqui é dar um "up" nos
sabores, para compensar pela qualidade dos protagonistas do molho.
Deixe-me fazer um adendo aqui. A idéias nestas horas é sempre utilizar coisas frescas, pois quanto mais fresca a comida, melhor. Se você não tem como fazer o principal fresco (como o molho de tomate no caso), você adiciona outros sabores, de preferência mais frescos para ajudar.
Retornando ao molho, adicionei a seleta de legumes (sem a água da conserva) só para dar uma secada e absorver um pouquinho do sabor do tempero. Como todo molho de tomate é acido, para balancear o sabor é preciso de um adocicado, mas optei, em vez do açúcar, por colocar um fio de melaço de cana (mas poderia ter sido mel, ou açucar na falta dos dois).Veja como fica na primeira foto. Fiz esta escolha pois o melaço acrescente uma nota interessante ao molho, se utilizado com parcimônia. O segredo eterno aqui está neste próximo ingrediente: vinho tinto. O vinho faz TODA a diferença em um molho destes e não, não é para você abrir um ótimo vinho só para fazer este molho, embora não seja também para abrir um chapinha MEU DEUS NÃO FAÇA ISSO! MESMO! Serve aquele vinho que voce abriu um dia para tomar com um amigou ou...enfim, e sobrou um pouco e ESPERO que não tenha jogado fora. Isso, aquele que esta no canto da cozinha há pouco mais de uma semana, ele esta PERFEITO para se fazer um molho (nota: esqueça por muito tempo e ele virará vinagre, pergunte ao chef Finrodus, que também possui um blog aqui). Jogue o vinho quando a panela estiver bem quente para que aquela crostinha cheia de sabor no fundo da panela que, se formou enquanto voce refogava tudo, se solte e se misture ao vinho.
Em seguida abri a polpa de tomate e virei ela na panela. Não me surpreendi ao notar que era aguado e tinha uma aparência .....desconcertante. Neste momento o que deve ser feito é deixar o molho no fogo para reduzir e ficar mais grosso.
Obviamente eu ja havia deixado minha espagueteira com água no fogo. Acrescentei um pouco de sal DEPOIS da fervura, para não desacelerar o processo. Escolhi terminar com um pacote de farfalle (ou "gravatinha" para os mortais) que ja estava aberto, nada de mais, marca Dona Benta. O segredo de cozinhar massa seca é não esquecer no fogo para que não fique molenga demais. Apenas verta a massa na panela e aguarde um pouco menos do que recomenda a embalagem (para não arriscar, é mais facil cozinhar mais do que começar denovo e SIM, neste caso eu começo denovo, mesmo com preguiça). Experimente. Se não estiver cru no meio, está bom. Se nao conseguir sentir isso na boca e não confundir cru com "al dente" corte um pedaço de massa ao meio e verifique se há algum ponto branco ainda.
Massa pronta. Escorra. Reserve.
O molho está mais espesso, ou já queimou? Se voce tiver esquecido ele lá enquando cozinhava a massa, é provável. Quando estava já bem espesso, acrescentei algumas azeitonas verdes sem caroço, só por vontade e pimenta do reino MOIDA NA HORA (se eu ficar sabendo que você usou aquele pozinho fedido que vem num saquinho, Escoffier ressurgirá dos mortos e morderá seu pé!) só para dar uma aromatizada. Agora vem uma parte que eu adoro.
A massa ja escorrida numa panela seca no fogo baixo e eu colocando doses GENEROSAS de
manteiga (se usar margarina já sabe o que acontece com você) e mexendo freneticamente, deixando a massa brilhante e saborosíssima (veja a segunda foto).
Para terminar, massa no prato, molho na massa e, é claro, queijo parmesão RALADO NA HORA (percebe todos estes toques de frescor "ralado na hora" "moído na hora", como eu havia mencionado antes, sendo utilizados para incrementar a receita? E acredite, faz diferença), de preferência faixa azul. E nem venha dizer que sou fresco, primeiro porque sou, sou porque sei o que é bom, e segundo que Faixa Azul é nacional! Eu poderia pedir para você utilizar um Parmeggiano Reggiano!Ha!
Na terceira foto já da para ver que não parece uma MÁ ideia, pelo menos não para mim, que era quem ia comer. E digo mais, ficou ÉPICO! Até a próxima!

Luiz, muito interessante a receita e ótimo texto. Estou gostando do seu blog, não deixe de atualizar sempre!
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